Por um mundo mais colorido

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Nesse domingo, 2 de Junho de 2013, acontece em São Paulo a décima sétima Parada Gay na Avenida Paulista e na Rua da Consolação, aqui em São Paulo. Os 17 trios elétricos vão sambar na cara da sociedade e na cara do nosso, não tão querido, Feliciano todo o orgulho colorido dos homossexuais de São Paulo, do Brasil e do mundo. Vai dizer que isso não é extremamente divertido?

Há quem diga que a Parada do Orgulho LGBT seja perda de tempo ou até mesmo desnecessária. WRONG. Há quem diga “como querem ser tratados como iguais se ficam fechando avenida por aí?”, bom… a sociedade devia ter pensado nisso antes de considerar a homossexualidade um ato herege, das profundezas e sinônimo de doença. No Brasil, no século XVII, registrou-se cerca de 4.419 denúncias de sodomia, entre os quais 30 pessoas foram levadas à fogueira por práticas homossexuais. A relação sexual entre dois homens era a pior das heresias e o indivíduo confessava seus atos, considerados perversos, na base da tortura para então ser preso e pagar uma multa. Quem não pagasse teria seus genitais amarrados e era obrigado a andar nu pela cidade. Aqueles que estavam acima dos 33 anos eram julgados, sem defesa e,quando condenados, morriam na fogueira. Mesmo com alguns papas homossexuais, a Igreja Católica condenou o homossexualismo, enquanto que os árabes e os judeus medievais nunca condenaram, de maneira explícita, o ato homossexual. A relação entre dois homens era extremamente comum entre os místicos mulçumanos e os judeus.

No século XIX a homossexualidade era sinônimo de anomalia. A influência do radicalismo do cristianismo chegou aos muçulmanos e judeus e a prática homossexual passou a ser condenada pela sociedade como um todo.

A Parada Gay nada mais é do que um símbolo das conquistas já realizadas pelos gays e as lutas que ainda encaram no dia a dia. As agressões físicas nas ruas, a violência psicológica e verbal que ocorrem nos colégios, a exclusão do gay, a luta pelo direito de se casar e a batalha de um casal gay na hora de adotar uma criança são lutas diárias encaradas pelos gays de hoje em dia. Eles não são obrigados a andar com os órgãos amarrados no meio da rua, mas ainda são agredidos por palavras e olhares extremamente violentos.

Os heterossexuais não se preocupam, tanto, em serem agredidos por um imbecil com uma luz no meio da rua. Nós não temos problemas na hora de nos unirmos em matriomônio, nós não tivemos que lutar por novas políticas públicas que regularizassem as injustiças sociais, que consertassem os erros discriminatórios presentes na legislação.

A Parada Gay é um evento saudável, um ambiente em que você, eu, todos nós podemos ser quem realmente somos, porque as pessoas que estão lá sabem como é ser parte da minoria. Esse evento cultural é uma oportunidade para diversão, celebração e aprendizado não importa a sua orientação sexual. Abrimos nossos olhos para as diferenças e percebemos que as diferenças fazem de nós pessoas únicas. Para falar a verdade, não importa quem beija quem, quem se relaciona com quem ou se um casal gay segura as mãos nas ruas, o que importa é a felicidade dentro de cada um de nós. Esse preconceitozinho barato que diz que os homossexuais não devem celebrar  é discurso de quem não tem a mente aberta e nem o mínimo de cultura. E ó, “orgulho hétero” é a mãe.

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